Especial ELAS FAZEM HISTÓRIA

Bruna Vaniski dedica vida a acolher crianças

DE CASTILHO SP POR RONI PAPARAZZI – No silêncio de muitas histórias difíceis, nasce um trabalho que exige coragem, sensibilidade e fé. Em Castilho, a coordenadora Bruna Vaniski, responsável pela Casa George Müller 4, dedica sua vida a acolher crianças e adolescentes que, por decisão da Justiça, precisam ser afastados temporariamente de suas famílias. Foto: Ricardo Peixoto – Grupo Portal.

Mãe, pastora da MEvam Castilho e líder de um serviço de acolhimento institucional, Bruna vive diariamente o desafio de cuidar de histórias marcadas por vulnerabilidade, abandono e dor, transformando esse cenário em um ambiente de proteção, carinho e reconstrução.

Segundo ela, o chamado para cuidar de pessoas surgiu ainda no início de sua caminhada de vida.

“Esse chamado começou quando eu e o Raul ainda éramos noivos e aceitamos a missão de liderar jovens. Com o tempo percebi que tocar vidas e ajudar pessoas era algo muito forte dentro de mim”, conta.

A Casa George Müller 4 funciona como um SAICA — Serviço de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes, uma medida protetiva prevista em lei.

No local são acolhidos jovens que tiveram seus direitos violados e que precisam de proteção temporária.

“O acolhimento acontece por decisão judicial ou por intervenção do Conselho Tutelar. Nosso papel é cuidar deles e trabalhar para que seja possível o retorno à família de origem, à família extensa ou a uma família substituta”, explica Bruna.

No dia a dia, um dos maiores desafios é ajudar crianças e adolescentes a reconstruírem sua identidade e autoestima.

“O maior desafio é mostrar para eles que aquilo que aconteceu não define quem eles são. Muitas vezes existem sentimentos muito profundos que precisam ser desconstruídos”, relata.

Apesar das dificuldades, momentos simples revelam o verdadeiro impacto desse trabalho.

“Quando uma criança diz ‘tia, aqui eu me sinto segura, aqui é minha casa’, é quando temos certeza de que estamos no caminho certo”, afirma.

Como mulher e mãe, Bruna acredita que sua experiência de vida contribui para um olhar mais sensível no cuidado com os acolhidos.

“Minha vivência me ajuda a ter um olhar mais atento. Especialmente com as adolescentes, procuro mostrar que elas precisam vencer dependências emocionais e acreditar em sua própria força.”

Bruna também destaca que muitas pessoas ainda têm uma visão equivocada sobre o trabalho realizado em casas de acolhimento.

“Essas crianças não chegam até nós por escolha. Elas chegam porque estavam em situações de vulnerabilidade que violaram seus direitos. Nosso papel é oferecer amor, respeito, orientação e preparar essas crianças para serem cidadãos conscientes.”

Além da coordenação da casa, Bruna também exerce o ministério pastoral na MEvam Castilho, e afirma que a fé é sua principal fonte de força.

“Eu tenho certeza de que fui chamada para esse propósito. Meu lema tem sido manter os olhos fixos no alto, independente das circunstâncias.”

Uma história recente marcou profundamente sua vida dentro da casa.

“Em uma atividade da escola, um menino desenhou a família dele e me colocou no desenho. Eu não quero ocupar esse espaço para sempre na vida dele, mas enquanto ele estiver aqui fico feliz por ele se sentir assim.”

O maior sonho de Bruna é simples e profundo.

“Espero que cada criança que passe pela casa leve consigo uma lembrança de amor e acolhimento.”

Para ela, o apoio da comunidade também é essencial.

“O primeiro passo é desconstruir preconceitos. Muitas pessoas ainda veem o acolhimento de forma equivocada. Quando entendem a causa, normalmente abraçam e apoiam.”

Ao falar sobre o Dia Internacional da Mulher, Bruna deixa uma mensagem baseada em fé.

“Tudo o que fazemos deve ser como para o Senhor, e não para os homens. Não devemos esperar reconhecimento da terra, porque Deus vê tudo.”

Quando o expediente termina e o silêncio chega, Bruna se define de forma simples.

“Sou uma mulher que precisa lembrar todos os dias que está vivendo o verdadeiro evangelho.”

E se pudesse falar algo para cada criança que já passou pela casa?

“Vocês deixaram uma marca em nós. Espero que lembrem de nós com carinho. E quando ficarem famosos, lembrem de falar da gente”, brinca.

Histórias como a de Bruna mostram que, muitas vezes, o amor não nasce apenas de laços de sangue, mas da decisão diária de cuidar.

Esta reportagem faz parte do especial Elas Fazem História, do Paparazzi News, que apresenta histórias de mulheres que inspiram Castilho e região.

Empresas e lideranças da região também prestam homenagens às mulheres neste dia especial.

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