Especial ELAS FAZEM HISTÓRIA

Delegada Raquel Gallinati inspira liderança feminina no Brasil

DE CASTILHO SP POR RONI PAPARAZZI – No mês dedicado às mulheres, a trajetória da delegada Raquel Kobashi Gallinati ganha ainda mais destaque. Delegada da Polícia Civil de São Paulo desde 2012, professora, autora e referência nacional em segurança pública, ela também se aproxima de completar 50 anos, consolidando uma carreira marcada por liderança, enfrentamento de desafios e defesa das vítimas.

Com passagem pela advocacia antes de ingressar na polícia, Raquel afirma que sua missão sempre esteve ligada ao compromisso com o cidadão.

“Quando escolhi a segurança pública, escolhi o compromisso com o cidadão. A cada inquérito concluído, a cada vítima que encontra em nós um amparo, a certeza se fortalece: servir e proteger não é apenas um dever funcional, é a essência do que nos torna humanos diante da dor do outro.”

Ao longo da carreira, ela se tornou uma das vozes mais conhecidas na defesa da valorização da polícia judiciária e das vítimas de violência. Um dos momentos marcantes de sua trajetória foi quando assumiu a presidência do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, tornando-se a primeira mulher a ocupar o cargo.

Segundo ela, a conquista representou mais do que uma vitória pessoal.

“Minha presença ali não era só por mim. Era por todas as delegadas que viriam depois, pelas policiais que precisam de referências femininas em posições de poder.”

Raquel também é reconhecida por sua atuação no combate à violência doméstica. Em sua experiência dentro das delegacias, afirma que o ciclo da violência muitas vezes começa de forma silenciosa e pode terminar de maneira trágica se não houver intervenção.

“O que começa com um empurrão pode terminar em feminicídio. Por isso cada denúncia é urgente.”

Outro ponto defendido pela delegada é a necessidade de modernização da segurança pública brasileira. Para ela, investir nos profissionais que atuam na linha de frente é essencial.

“Não se resolve segurança pública sem valorizar o ser humano que está na ponta. O policial brasileiro adoece, e adoece muito.”

Além da atuação policial, Raquel também se dedica à formação de novos profissionais do Direito como professora e palestrante. Para ela, compartilhar conhecimento é uma forma de fortalecer a sociedade.

“O conhecimento não pode ficar guardado. Ele precisa circular para formar novas gerações comprometidas com a justiça.”

Faixa preta em artes marciais, ela acredita que o esporte também teve papel fundamental em sua formação.

“O esporte me ensinou disciplina, autocontrole e resiliência. A faixa preta não significa que você nunca mais vai cair, mas que aprendeu a levantar sempre.”

Ao se aproximar dos 50 anos, a delegada deixa uma mensagem direta para as mulheres que desejam ocupar posições de liderança.

“Ocupem os espaços. Não esperem permissão. Liderança não tem gênero. Tem competência, coragem e compromisso.”

A trajetória de Raquel Gallinati mostra que a presença feminina na segurança pública não apenas cresce, mas também transforma estruturas historicamente dominadas por homens.

Esta reportagem faz parte do especial Elas Fazem História, do Paparazzi News, que apresenta histórias de mulheres que inspiram Castilho e região.

Homenagens às mulheres neste dia especial.

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