REGIÃO

Prefeitura de Castilho divulga nota após família denunciar demora em internação psiquiátrica

DE CASTILHO SP POR RONI PAPARAZZI – A Prefeitura de Castilho, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, divulgou uma nota oficial após a influencer Ana Paula Vitro vir a público afirmar que seu irmão, Felipe Vitro, de 30 anos, não estaria recebendo assistência adequada e aguardava uma internação compulsória.

Na nota de esclarecimento, a pasta informou que o paciente vem sendo acompanhado pelos serviços municipais de saúde e que já passou por duas tentativas de internação ao longo dos últimos meses.

Segundo o município, na primeira ocasião, após avaliação médica e enquanto aguardava vaga disponibilizada pela Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde (CROSS), Felipe teria deixado a unidade hospitalar antes da conclusão do processo.

Posteriormente, atendendo novamente ao pedido da família, a Secretaria afirma que promoveu uma nova tentativa de internação involuntária, inclusive antes mesmo da existência de decisão judicial relacionada à internação compulsória. No entanto, durante a avaliação clínica, foi constatado que o paciente apresentava quadro de tuberculose ativa.

Conforme informado pela Secretaria Municipal de Saúde, o tratamento da doença foi iniciado imediatamente, seguindo protocolos médicos e sanitários. A nota ressalta ainda que clínicas especializadas em tratamento psiquiátrico não recebem pacientes em tratamento de determinadas doenças infectocontagiosas, o que impossibilitou o encaminhamento naquele momento.

Ainda de acordo com o comunicado, Felipe permaneceu internado por aproximadamente 30 dias, período em que recebeu acompanhamento multiprofissional. Durante a internação, houve melhora significativa do quadro psiquiátrico, com estabilização clínica e interrupção dos surtos.

A Secretaria informou também que, no dia 13 de maio, a médica psiquiatra responsável emitiu documento técnico dispensando, naquele momento, a necessidade de internação em clínica especializada.

Após a alta hospitalar, a família teria sido orientada sobre a continuidade do tratamento domiciliar, incluindo o uso regular das medicações psiquiátricas e o tratamento contra a tuberculose.

Com o surgimento de novos episódios de descompensação, a família voltou a solicitar a internação compulsória. Segundo a Prefeitura, no dia 28 de maio a médica psiquiatra emitiu parecer favorável à internação, procedimento que teria sido imediatamente iniciado. Porém, conforme a nota, no dia seguinte o paciente novamente deixou a unidade antes da liberação da vaga via CROSS.

A Prefeitura reforçou que a internação compulsória depende do cumprimento de protocolos médicos e legais obrigatórios, incluindo avaliação psiquiátrica atualizada, relatório médico, internação para avaliação clínica e solicitação de vaga por meio da CROSS.

A Secretaria Municipal de Saúde afirmou ainda que a Assistência Social e as equipes da Saúde seguem acompanhando o caso, prestando orientações à família e adotando as medidas cabíveis dentro dos limites legais e técnicos estabelecidos.

Ao final da nota, o município destacou a importância do respeito aos protocolos assistenciais para garantir segurança, legalidade e qualidade no atendimento aos pacientes.

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