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Marmita esquecida e lixo em veículos da Saúde preocupam transporte de pacientes em Andradina

Vans, carros e ônibus retornam de viagens com restos de alimentos, embalagens e bebidas; coordenador pede colaboração dos passageiros para preservar frota utilizada diariamente

Uma marmita esquecida embaixo do banco de uma van começou a provocar um forte cheiro dentro do veículo. Quando o motorista procurou a origem, encontrou o alimento deixado após uma das viagens realizadas pelo transporte de pacientes da Saúde de Andradina.

O episódio não seria isolado. Segundo o coordenador do transporte de pacientes da Secretaria Municipal de Saúde, Rodrigo Gatti, ônibus, vans e carros utilizados diariamente para levar moradores a consultas, exames e tratamentos fora do município têm retornado, em alguns casos, com restos de alimentos, embalagens, garrafas e bebidas deixados pelos próprios passageiros.

“Semanas atrás tinha um cheiro forte em uma das vans. O motorista foi procurar e viu que era uma marmita deixada por paciente embaixo de um banco”, relatou.

A reportagem do Roni Paparazzi apurou que o problema chama atenção não apenas pela higiene dos veículos. A frota é utilizada diariamente por pessoas que precisam se deslocar para atendimento médico e parte dela é formada por veículos novos adquiridos com recursos públicos.

Motoristas encontram lixo depois das viagens

De acordo com Gatti, durante os deslocamentos alguns passageiros realizam refeições dentro dos veículos, consumindo salgados, pastéis, lanches e refrigerantes.

O problema ocorre quando embalagens e restos dos alimentos permanecem no interior dos veículos ou quando bebidas são derramadas.

Garrafas deixadas nos compartimentos das portas, sacos e embalagens de biscoitos estão entre os resíduos encontrados após as viagens.

“Infelizmente as pessoas fazem turismo, comem salgadinhos, pastéis, lanche, derrubam refrigerante e o motorista não pode falar nada porque eles não aceitam”, afirmou o coordenador.

A declaração é de Gatti e expressa a avaliação dele sobre as situações enfrentadas durante o transporte.

Segundo o coordenador, também são observados pequenos danos relacionados ao uso dos veículos, que, acumulados ao longo do tempo, contribuem para a deterioração da frota.

Depois de dirigir, ainda é preciso limpar

A situação também gera uma tarefa adicional para os motoristas.

Algumas viagens realizadas pelo transporte da Saúde percorrem longas distâncias para levar pacientes a serviços especializados em outros municípios.

Quando retornam a Andradina, segundo Gatti, os próprios condutores acabam realizando uma limpeza básica para que o veículo possa voltar a transportar pacientes no dia seguinte.

“Depois que chegam aqui em Andradina, os motoristas, mesmo após longas viagens, ainda têm que ficar varrendo e tentando limpar os veículos para o uso no outro dia”, disse.

O mesmo problema, de acordo com o coordenador, ocorre tanto nos veículos de maior capacidade quanto nos automóveis utilizados pelo serviço.

Ônibus novo custou cerca de R$ 1,5 milhão

A preocupação com a conservação ganha outro peso diante dos investimentos realizados na renovação da frota.

Um dos ônibus destinados ao transporte de pacientes foi adquirido zero quilômetro por aproximadamente R$ 1,5 milhão.

A aquisição ocorreu por meio de parceria que contou com emendas impositivas destinadas pelos vereadores Edgar Dourado, André Lopes, Eloá Pessoa e Alan Marcelino.

O veículo integra uma estrutura utilizada para garantir que moradores de Andradina consigam chegar a consultas, exames e tratamentos que precisam ser realizados fora da cidade.

Por isso, conservar a frota significa não apenas manter bancos, pisos e interior dos veículos limpos, mas também ajudar a preservar um patrimônio financiado com recursos públicos e utilizado coletivamente.

Transporte depende também da colaboração dos passageiros

A higienização periódica dos veículos continua sendo necessária independentemente da colaboração dos usuários. O alerta apresentado pela coordenação, entretanto, diz respeito aos resíduos produzidos durante as próprias viagens e deixados dentro dos veículos.

A orientação é simples: aquilo que o passageiro levar ou consumir durante o deslocamento não deve permanecer no ônibus, van ou carro ao final da viagem.

O cuidado ganha ainda mais importância porque os veículos são compartilhados diariamente por pessoas que já enfrentam uma rotina de consultas, exames e tratamentos fora do município.

O banco pode ser ocupado por passageiros diferentes a cada viagem. O veículo é de todos. E o lixo continua sendo responsabilidade de quem o produziu.

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