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Amanda da Silva é identificada após crime em Rio Preto

Vítima de 30 anos e mãe de três filhos foi identificada após trabalho da Polícia Científica; impressões digitais confirmaram a identidade.

Depois de semanas de investigação, a mulher encontrada morta e esquartejada em São José do Rio Preto finalmente tem nome. A vítima foi identificada como Amanda da Silva, de 30 anos, natural de Jandira (SP) e mãe de três crianças.

A identificação foi divulgada nesta terça-feira (18) ao Roni Paparazzi. O caso começou em 27 de julho, quando partes do corpo de uma mulher foram encontradas dentro de duas lixeiras no bairro Parque Estoril.

O estado avançado de decomposição dificultou inicialmente saber quem era a vítima. Segundo as informações divulgadas sobre a investigação, Amanda vivia em situação de rua.

Reconstrução facial ajudou investigação

Durante o trabalho para descobrir a identidade da vítima, o Instituto de Criminalística de São José do Rio Preto desenvolveu uma reconstrução facial a partir do crânio encontrado.

A técnica foi desenvolvida pelo desenhista técnico-pericial Bruno Robles Paschoal e permitiu produzir uma representação aproximada do rosto da mulher.

Investigadores também cruzaram informações de pessoas desaparecidas, locais frequentados pela possível vítima e imagens de câmeras de segurança.

A reconstrução foi comparada a fotografias e ajudou a reforçar a hipótese sobre quem seria a vítima.

A confirmação da identidade ocorreu posteriormente por meio de impressões digitais, após a localização dos antebraços e mãos de Amanda no piscinão do Parque Estoril, em 5 de agosto.

Suspeito está preso

Marciel Dias dos Santos, de 29 anos, foi preso em 1º de agosto e confessou ter esquartejado e descartado o corpo.

Segundo a investigação, imagens de câmeras de segurança registraram o homem transportando sacos antes de partes do corpo serem encontradas nas lixeiras.

A Polícia Científica também encontrou vestígios de sangue humano em objetos e no imóvel investigado.

Em depoimento, Marciel apresentou sua versão sobre as circunstâncias da morte e afirmou que posteriormente esquartejou o corpo e realizou diferentes deslocamentos para descartar os restos mortais.

As circunstâncias e a dinâmica do crime permanecem sob investigação.

Amanda tinha 30 anos e era mãe de três crianças

Com a confirmação pericial, a vítima que durante semanas aparecia nos registros apenas como uma mulher ainda não identificada recuperou algo fundamental para a investigação e para sua própria história: seu nome.

Amanda da Silva tinha 30 anos.

Era filha de uma história, mãe de três crianças e, independentemente das circunstâncias em que vivia, sua identidade agora faz parte oficialmente de um caso que mobilizou a Polícia Civil e a Polícia Científica de São José do Rio Preto.

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