POLICIAL

Tenente médico do Baep de Araçatuba retorna ao Brasil após missão humanitária no terremoto da Venezuela

Após 14 dias de atuação em uma das maiores missões internacionais de resposta a desastres com participação paulista, oficial retornou ao Brasil depois de integrar equipes de busca, salvamento e assistência às vítimas do terremoto.

Enquanto milhares tentavam escapar do desastre, um médico da Polícia Militar de Araçatuba seguiu na direção oposta

Quando um terremoto destrói cidades, o instinto de quem está por perto é procurar um lugar seguro. Mas existem profissionais que fazem exatamente o contrário. Eles seguem para onde a dor é maior.

Foi esse o caminho percorrido pelo 1º Tenente Médico PM Isaac Paxini Machado, do 12º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), sediado em Araçatuba.

Após 14 dias de missão humanitária na Venezuela, o oficial desembarcou no Brasil na noite desta sexta-feira (10), encerrando uma operação internacional marcada por buscas em áreas devastadas, atendimento às vítimas e apoio técnico às autoridades locais.

Isaac integrou a força-tarefa enviada pelo Brasil, composta por bombeiros militares, profissionais da Defesa Civil, médicos, engenheiros e um cão especializado em localização de vítimas em estruturas colapsadas.

Ao todo, 44 profissionais participaram da missão.

Trabalho em meio aos escombros

Durante duas semanas, a equipe brasileira realizou 90 operações de busca e salvamento.

Os profissionais colaboraram na localização e recuperação dos corpos de 24 vítimas fatais, além de prestar apoio às autoridades venezuelanas na avaliação de áreas atingidas pelo terremoto.

Entre os trabalhos mais importantes esteve a inspeção estrutural do Hospital Dr. José María Vargas, em La Guaira.

Após avaliação técnica dos engenheiros da Defesa Civil paulista, foi constatado que o prédio apresentava apenas danos superficiais, permitindo a reabertura da unidade e o retorno do atendimento à população.

Quando cada minuto importa

Um dos momentos mais delicados da missão ocorreu quando cães farejadores indicaram a possibilidade de pessoas vivas sob os escombros de um edifício.

Bombeiros e agentes da Defesa Civil permaneceram praticamente 24 horas ininterruptas na operação, demonstrando o compromisso de não interromper as buscas enquanto houvesse esperança.

Nos últimos dias da missão, a equipe brasileira também auxiliou um cidadão brasileiro que procurava o pai desaparecido desde o terremoto.

Além das operações de resgate, foi instalada uma base equipada com internet via satélite, gerador de energia e placas solares, garantindo comunicação permanente entre as equipes que atuavam em campo.

Solidariedade que ultrapassa fronteiras

Ao encerrar a missão, a Defesa Civil do Estado de São Paulo destacou que a atuação brasileira representa muito mais do que uma operação técnica.

“Levar ajuda é mais do que uma missão. É um compromisso com a humanidade.”

Em nota, o órgão parabenizou toda a equipe pelo profissionalismo, ressaltando que a proteção da vida continua sendo prioridade em qualquer lugar do mundo.

Para Araçatuba, o retorno do tenente Isaac simboliza o reconhecimento de que profissionais da região também estão preparados para atuar em alguns dos cenários mais difíceis do planeta.


PAPARAZZI EXPLICA

O que foi a missão brasileira?

✔ 14 dias de atuação.

✔ 44 especialistas.

✔ Bombeiros, médicos e Defesa Civil.

✔ 90 operações de busca.

✔ 24 vítimas localizadas.

✔ Avaliação de hospitais e edifícios.

✔ Apoio humanitário internacional.


NÚMEROS DA MISSÃO

🌎 14 dias de operação.

👨‍🚒 44 profissionais brasileiros.

🔍 90 ações de busca e salvamento.

🕊️ 24 vítimas localizadas.

🏥 1 hospital liberado para voltar a funcionar.

🐕 Cães especializados atuando nas buscas.

“Quando a tragédia derruba fronteiras, a solidariedade mostra que a humanidade também não tem limites.”

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