POLICIAL

Operação mira lavagem milionária do PCC

Uma operação do Ministério Público de São Paulo colocou novamente o nome de Marcola no centro das investigações sobre lavagem de dinheiro do PCC.

DE SÃO PAULO SP POR RONI PAPARAZZI – Uma operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), em conjunto com a Polícia Civil, prendeu na manhã desta quinta-feira (21/05) a influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra durante investigação sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

A ação, denominada Operação Vérnix, também teve como alvo Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como principal liderança da facção criminosa, além de familiares e supostos operadores financeiros ligados ao grupo.

Marcola já está preso na Penitenciária Federal de Brasília, onde foi notificado sobre a nova ordem de prisão preventiva expedida pela Justiça.

Segundo a investigação, o esquema utilizava uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau como empresa de fachada para movimentação e ocultação de recursos do crime organizado.

Além de Deolane, também foram presos Everton de Souza, conhecido como “Player”, apontado como operador financeiro da organização, e outros investigados ligados diretamente à família de Marcola.

As investigações apontam que depósitos milionários teriam sido realizados em contas físicas e jurídicas ligadas à influenciadora.

Segundo o MP, entre 2018 e 2021, Deolane teria recebido mais de R$ 1 milhão em depósitos fracionados abaixo de R$ 10 mil, técnica conhecida como “smurfing”, utilizada para dificultar o rastreamento financeiro.

A Justiça determinou bloqueios financeiros que ultrapassam R$ 357 milhões, além do bloqueio de 39 veículos avaliados em mais de R$ 8 milhões.

Somente em nome de Deolane Bezerra, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 27 milhões por valores sem comprovação de origem, segundo a investigação.

A operação também mira investigados que estariam fora do Brasil. Uma sobrinha de Marcola estaria na Espanha e outro familiar seria alvo de apuração na Bolívia.

A investigação teve início em 2019 após a apreensão de bilhetes e manuscritos encontrados com presos na Penitenciária II de Presidente Venceslau. Segundo o Ministério Público, os documentos revelaram ordens internas da facção, movimentações financeiras e até planejamento de ataques.

Com o avanço das investigações, o celular de um operador financeiro apontado como homem de confiança da cúpula do PCC trouxe novas informações sobre movimentações financeiras e supostos vínculos empresariais utilizados para lavagem de dinheiro.

Segundo a Justiça, as prisões foram decretadas diante do risco de destruição de provas, ocultação de patrimônio e continuidade das atividades criminosas.


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