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Ricardo encerra carreira com honra na PM

Do menino humilde de Tupi Paulista ao policial da Força Tática que enfrentou quadrilhas armadas e serviu a população por décadas.
DE ANDRADINA SP POR RONI PAPARAZZI – Existem profissões que viram emprego. E existem profissões que grudam na alma. Para Ricardo, a Polícia Militar nunca foi apenas uma carreira. Foi missão, propósito e identidade. Natural de Tupi Paulista, ele perdeu o pai ainda aos 7 anos de idade e conheceu cedo o peso da responsabilidade.
Enquanto muitas crianças brincavam, Ricardo ajudava o avô na horta, vendendo verduras pelas ruas para auxiliar a mãe, que trabalhava como empregada doméstica. Ainda jovem passou por serralheria e açougue até decidir prestar concurso para a Polícia Militar aos 19 anos.

E foi ali que a vida mudou. “A farda não é uma roupa que se veste ou despe com facilidade. É uma outra pele que adere à alma”, resume.
Após formação em Araçatuba, iniciou uma trajetória marcada por disciplina, risco e dedicação. Ao longo dos anos, atuou em diversas modalidades do policiamento, mas foi na Força Tática que encontrou sua verdadeira identidade profissional. Em 2008 realizou o estágio e posteriormente conquistou o Braçal da Força Tática, símbolo respeitado dentro da tropa.
Foram quase duas décadas de operações, perseguições, apreensões e combate direto ao crime. Durante a carreira, participou de ocorrências de grande repercussão, incluindo apoio na mega ocorrência de roubo a banco em Araçatuba, envolvendo criminosos armados com fuzis, explosivos e veículos blindados.
Nos últimos meses antes da ida para a reserva, viveu novamente momentos extremos. Segundo Ricardo, em duas ocorrências recentes, criminosos chegaram a atirar contra sua equipe policial. “Para repelir a injusta agressão efetuamos disparos”, relembra.
Mesmo diante da violência das ruas, Ricardo afirma que a Polícia Militar lhe ensinou uma das maiores lições da vida: “Sempre fazer o certo.”
A preocupação da família sempre existiu. Horas extras inesperadas, operações de alto risco e o medo constante faziam parte da rotina de quem esperava seu retorno para casa. Agora, aos 47 anos, Ricardo encerra oficialmente sua trajetória operacional com a sensação de dever cumprido.
Mas admite: “Quando vejo uma viatura, sinto um forte aperto no peito.” Hoje, leva consigo gratidão, orgulho e a certeza de que honrou a farda até o último dia. “Força e Honra.”
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