HISTÓRIAS DA NOSSA GENTE
Disciplina, coragem e propósito: a trajetória de 19 anos da cabo que inspira Andradina

DE CASTILHO (SP) POR RONI PAPARAZZI – Nesta quinta-feira (06), a cabo da Polícia Militar Renata Rafael celebra uma marca importante: 19 anos dedicados ao serviço público, atuando com firmeza no combate ao crime e, ao mesmo tempo, conduzindo ações sociais que promovem acolhimento e esperança.
Além de sua missão nas ruas, Renata também é conhecida por liderar o Grupo das Luluzinhas, movimento voluntário que se tornou referência na causa do combate ao câncer e ações solidárias em Andradina e região.
A seguir, a cabo Renata fala com exclusividade ao Roni Paparazzi sobre sua trajetória, seus desafios, sua missão e o impacto do trabalho social que construiu ao longo dos anos.
ENTREVISTA
1. Cabo Renata, completar 19 anos de Polícia Militar é uma marca importante. O que passa pela sua mente quando você olha para toda essa trajetória?
É um sentimento de gratidão e orgulho. Foram 19 anos de muitas lutas, aprendizados e superações. Olho para trás e vejo quantas pessoas já pude ajudar, quantas histórias vividas, e percebo que cada desafio me tornou mais forte. Servir à sociedade é uma missão que exige amor e propósito, e isso me motiva até hoje.
2. Como foi o seu ingresso na PM? Quais lembranças desse início de carreira ainda te acompanham?
Meu ingresso na PM foi um sonho realizado. Lembro da emoção de vestir a farda pela primeira vez. Quem mais me motivou foi minha mãe e minhas gêmeas, que na época tinham apenas quatro anos. Eu sempre quis que elas olhassem para mim e sentissem orgulho da mãe que têm.

3. Ao longo desses anos, qual foi o momento mais desafiador que você enfrentou na linha de frente da segurança pública?
O lado mais desafiador é lidar com o sofrimento das pessoas. Em muitas ocorrências vemos dor, desespero, medo… e precisamos manter equilíbrio para ajudar. Nem sempre é fácil, mas é exatamente nesses momentos que entendemos a grandeza da missão da Polícia Militar.
4. E qual foi o momento mais marcante, aquele que você guarda como símbolo de orgulho pela farda que veste?
Momentos em que conseguimos salvar vidas ou proteger famílias sempre ficam marcados. A sensação de ter feito a diferença na vida de alguém é algo que carrego comigo. É algo que dá sentido à farda.
5. Paralelamente ao serviço militar, você lidera o Grupo das Luluzinhas. Como surgiu essa iniciativa?
O Grupo das Luluzinhas nasceu do desejo de ajudar. Começou com um grupo de amigas que queriam se unir em ações solidárias. Aos poucos, fomos crescendo, recebendo apoio e, hoje, somos uma rede de amor que acolhe e transforma vidas.
6. Por que o combate ao câncer se tornou uma causa tão forte para vocês?
Porque o câncer toca muitas famílias. Quando conhecemos histórias de mulheres em tratamento, percebemos que além do tratamento médico, elas precisam de carinho, força e esperança. A gente leva abraço, palavra amiga, apoio emocional e, às vezes, isso é tão importante quanto o medicamento.
7. Como o grupo atua na prática? Quais ações vocês desenvolvem ao longo do ano?
Realizamos campanhas de arrecadação, visitas, doações, ações de prevenção ao câncer, eventos de conscientização e campanhas para apoiar pacientes. Tudo é feito com muito amor. Cada pessoa que participa coloca um pouco do coração ali.
8. Muitas mulheres encontram força no grupo. Como você vê esse impacto emocional e comunitário?
É transformador. Ver uma mulher recuperar o sorriso, retomar a autoestima ou encontrar apoio em outras mulheres é algo que não tem preço. Ali, aprendemos que ninguém luta sozinha.
9. Há alguma história dentro do grupo que te marcou?
Sim, várias. Uma das mais marcantes é ver mulheres que venceram o câncer e hoje participam das ações com tanta alegria. Elas inspiram, fortalecem e mostram que é possível vencer. São exemplos de luz e resiliência.
10. Como você concilia a disciplina da farda com a sensibilidade do trabalho social?
Os dois papéis se completam. A farda me ensina disciplina e coragem. O trabalho social me ensina amor e acolhimento. No fim, ambos têm o mesmo propósito: cuidar de pessoas.
11. Qual mensagem você deixa às mulheres sobre prevenção ao câncer?
Cuidem-se. Se amem. Façam os exames. Prestem atenção ao corpo. Prevenção salva vidas. Não deixem o medo falar mais alto que o cuidado.
12. Quem quiser participar ou apoiar o Grupo das Luluzinhas, como faz?
Estamos sempre de portas abertas. Temos nossas redes sociais e estamos presentes em eventos pela cidade. Quem quiser somar é bem-vindo. O importante é espalhar amor.
E para finalizar, o que significam para você estes 19 anos de Polícia Militar? O que você ainda deseja realizar daqui para frente, seja na corporação ou nas causas sociais?
Esses 19 anos representam uma vida dedicada ao serviço e ao amor pelo próximo. Cada conquista e cada desafio me moldaram como mulher e profissional. Daqui pra frente, quero continuar servindo com o mesmo entusiasmo e ampliar ainda mais o trabalho social das Luluzinhas. Porque acredito que quando a gente planta o bem, colhe esperança.