{"id":12733,"date":"2024-10-26T18:16:44","date_gmt":"2024-10-26T21:16:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paparazzinews.com.br\/?p=12733"},"modified":"2024-10-26T18:16:45","modified_gmt":"2024-10-26T21:16:45","slug":"como-integrar-pessoas-com-transtorno-do-espectro-autista-no-mercado-de-trabalho-veja-dicas-de-especialistas-da-usp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paparazzinews.com.br\/?p=12733","title":{"rendered":"Como integrar pessoas com transtorno do espectro autista no mercado de trabalho? Veja dicas de especialistas da USP"},"content":{"rendered":"\n<p>Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) representam cerca de 2% da popula\u00e7\u00e3o brasileira \u2013 possivelmente at\u00e9 mais, devido \u00e0 dificuldade de diagn\u00f3stico. Como descreve o psiquiatra F\u00e1bio Sato, especialista em autismo no Hospital das Cl\u00ednicas, \u201co fio condutor de todos os pacientes com TEA \u00e9 a dificuldade qualitativa na intera\u00e7\u00e3o social, nas sutilezas da vida social\u201d. Pode ser sensibilidade a barulho, pouca compreens\u00e3o de ironia ou mesmo vontade de evitar muito contato. Quando essas pessoas entram no mercado de trabalho enfrentam grandes desafios, principalmente nas rela\u00e7\u00f5es humanas e de comportamento. Veja abaixo dicas de especialistas de como lidar com as dificuldades. A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 da Ag\u00eancia SP.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Como abordar isso na entrevista?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A condi\u00e7\u00e3o da pessoa com transtorno do espectro autista vem ganhando aten\u00e7\u00e3o e mais conscientiza\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos tempos, mas n\u00e3o \u00e9 isenta de estigmas e preconceitos. Luciana Morilas, professora da Faculdade de Economia, Administra\u00e7\u00e3o e Contabilidade da USP de Ribeir\u00e3o Preto que estuda o assunto, diz que \u201c\u00e9 importante que a pessoa com TEA mencione sua condi\u00e7\u00e3o na entrevista\u201d. Segunda ela, a clareza e transpar\u00eancia na comunica\u00e7\u00e3o s\u00e3o essenciais porque essa condi\u00e7\u00e3o vai aparecer em algum momento e a rela\u00e7\u00e3o com a empresa pode ficar prejudicada.<\/p>\n\n\n\n<p>As pessoas com TEA n\u00e3o devem encarar a disputa por vagas com pessimismo e dificuldade, podendo enxergar at\u00e9 uma enorme oportunidade no meio. Isso porque, desde 2012, o espectro autista se encaixa em vagas para deficientes e os portadores de autismo podem usar isso como uma vantagem. Inclusive, segundo a professora comenta, \u201cas empresas precisam cumprir e frequentemente reclamam de n\u00e3o conseguir encontrar profissionais qualificados\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Se a vaga for de ampla concorr\u00eancia, Luciana Morilas ressalta que a comunica\u00e7\u00e3o franca \u00e9 a melhor forma de abordar, mas talvez haja uma forma mais apropriada. \u201cComo existe muito preconceito, talvez seja o caso de a pessoa contar mais ao final da entrevista, num momento em que ela j\u00e1 demonstrou suas potencialidades e j\u00e1 convenceu quem a entrevista de que ela \u00e9 o melhor perfil para a vaga. Mas a transpar\u00eancia \u00e9 sempre a melhor op\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Como a empresa deve encarar a situa\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>J\u00e1 por parte da gest\u00e3o, tamb\u00e9m h\u00e1 recomenda\u00e7\u00f5es sobre como abordar a quest\u00e3o. \u201cA primeira orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 sempre perguntar \u00e0 pessoa tanto suas dificuldades quanto suas habilidades. H\u00e1 pessoas TEA que s\u00e3o extremamente concentradas e isso pode ser um diferencial muito positivo para uma empresa, desde que sejam respeitadas outras necessidades dessa pessoa, como uma forma de redu\u00e7\u00e3o de barulho, por exemplo\u201d, explica Luciana.<\/p>\n\n\n\n<p>A segunda orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 adaptar o trabalho, mas \u201csempre de acordo com o formato como a pessoa demanda, n\u00e3o na forma como n\u00f3s achamos que seria importante\u201d. Ela comenta que, por vezes, as empresas, no intuito de ajudar, acabam criando \u201cempecilhos e necessidades mirabolantes e caras que n\u00e3o melhoram a situa\u00e7\u00e3o da pessoa com defici\u00eancia e geram custos altos e desnecess\u00e1rios\u201d. Portanto, h\u00e1 situa\u00e7\u00f5es em que menos \u00e9 mais e a chave \u00e9 a mesma que ela mencionou para os TEA: comunica\u00e7\u00e3o e transpar\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Nenhum \u2018bicho de sete cabe\u00e7as<\/strong>\u2018<\/h2>\n\n\n\n<p>A conclus\u00e3o \u00e9 que a rela\u00e7\u00e3o n\u00e3o deve ser vista como um grande empecilho, mas como uma rela\u00e7\u00e3o empregador-empregado que, por vezes, exige algumas particularidades. No fim, \u201ca comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 sempre o melhor caminho. A pessoa com TEA precisa comunicar ao empregador suas necessidades de forma transparente e direta. Quais os principais problemas que ela tem? Sensibilidade a barulhos, por exemplo? Comunicar que ela precisa de um ambiente tranquilo \u00e9 a primeira provid\u00eancia\u201d, exemplifica a especialista.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPara as empresas \u00e9 a mesma coisa: comunicar com o trabalhador todas as tarefas que precisam ser realizadas e como. \u00c9 comum que pessoas com transtorno do espectro autista sejam literais. Ent\u00e3o, esperar que elas interpolem as necessidades do seu trabalho n\u00e3o vai funcionar. Raramente elas entendem ironia, um jeito de falar muito comum ao brasileiro. A ideia \u00e9 ser muito direto, objetivo e transparente na comunica\u00e7\u00e3o. O custo \u00e9 zero e melhora muito as rela\u00e7\u00f5es\u201d, complementa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Outras dicas<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>F\u00e1bio Sato, psiquiatra especializado em transtorno do espectro autista, refor\u00e7a que as pessoas TEA devem seguir com seus objetivos normalmente. Caso haja dificuldades, indica um site americano chamado&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.autismspeaks.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>Autism Speaks<\/em><\/a>, que d\u00e1 algumas dicas de como elaborar o curr\u00edculo, de como se comportar na entrevista e como procurar emprego.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, existe uma empresa chamada&nbsp;Specialisterne<a href=\"https:\/\/specialisternebrasil.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">&nbsp;<\/a>que faz essa media\u00e7\u00e3o entre a empresa empregadora e a pessoa TEA que quer trabalhar. H\u00e1 tamb\u00e9m faculdades inclusivas que s\u00e3o melhor adaptadas para receber essas pessoas, como o Senac. \u201cAcho que tudo isso ajuda e que a busca \u00e9 cont\u00ednua\u201d, diz Sato.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em><strong><em><strong><em><strong><em><strong><em><strong><em><strong><em><strong><em><strong>Siga nossas redes sociais no\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/ronipaparazzi\/\">Instagram\u00a0<\/a>e\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/ronipaparazzicomvoce\">Facebook<\/a>\u00a0participe da nossa comunidade do Canal Roni Paparazzi no Whatsapp e receba as principais not\u00edcias da regi\u00e3o de Ara\u00e7atuba do dia direto no seu celular.<\/strong>\u00a0<a href=\"https:\/\/chat.whatsapp.com\/GsG1XKo0jPOEfjzudWQcml\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u00a0Clique aqui e se inscreva.<\/a><\/em><\/strong><\/em><\/strong><\/em><\/strong><\/em><\/strong><\/em><\/strong><\/em><\/strong><\/em><\/strong><\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) representam cerca de 2% da popula\u00e7\u00e3o brasileira \u2013 possivelmente at\u00e9 mais, devido \u00e0 dificuldade de diagn\u00f3stico. 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