{"id":12312,"date":"2024-10-14T16:28:45","date_gmt":"2024-10-14T19:28:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paparazzinews.com.br\/?p=12312"},"modified":"2024-10-14T16:28:46","modified_gmt":"2024-10-14T19:28:46","slug":"pesquisa-da-usp-indica-que-envelhecimento-neurologico-e-maior-na-america-latina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paparazzinews.com.br\/?p=12312","title":{"rendered":"Pesquisa da USP indica que envelhecimento neurol\u00f3gico \u00e9 maior na Am\u00e9rica Latina"},"content":{"rendered":"\n<p>Um grupo de 75 pesquisadores de institui\u00e7\u00f5es de 15 pa\u00edses identificaram que desigualdades socioecon\u00f4micas, polui\u00e7\u00e3o e disparidades de sa\u00fade est\u00e3o associados a uma maior idade cerebral, especialmente nas popula\u00e7\u00f5es da Am\u00e9rica Latina e Caribe. A pesquisa, que teve a colabora\u00e7\u00e3o da USP, usou o m\u00e9todo dos \u201crel\u00f3gios cerebrais\u201d (do ingl\u00eas, \u201cbrain clocks\u201d) para calcular, com base em dados de eletroencefalograma (EEG) e resson\u00e2ncia magn\u00e9tica funcional (RMf) de mais de 5 mil pacientes, a discrep\u00e2ncia com a idade cronol\u00f3gica. Os fatores apontados pelo estudo podem levar a um envelhecimento cerebral acelerado e risco aumentado de doen\u00e7as neurodegenerativas. A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 da Ag\u00eancia SP.<\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados da pesquisa s\u00e3o apresentados em&nbsp;<a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1038\/s41591-024-03209-x\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">artigo<\/a>&nbsp;publicado no site&nbsp;<em>Nature Medicine<\/em>, no dia 26 de agosto. \u201cEspecificamente, o estudo buscou quantificar a lacuna de idade cerebral, medindo as discrep\u00e2ncias com a idade cronol\u00f3gica dos participantes, a fim de entender melhor a sa\u00fade do c\u00e9rebro\u201d, explica ao&nbsp;Jornal da USP&nbsp;a neuropsic\u00f3loga Maira Okada de Oliveira, uma das pesquisadoras que assinam o artigo, da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). Foram analisados pacientes na Argentina, Brasil, Chile, Col\u00f4mbia, M\u00e9xico, Peru, Cuba, China, Estados Unidos, Esc\u00f3cia, Fran\u00e7a, Gr\u00e9cia Inglaterra, Irlanda, It\u00e1lia e Turquia.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo analisou a diversidade e as disparidades no envelhecimento cerebral e na dem\u00eancia em popula\u00e7\u00f5es geograficamente diversas, usando o conceito de \u201crel\u00f3gios cerebrais\u201d. \u201cOs \u2018rel\u00f3gios cerebrais\u2019 servem como indicadores da sa\u00fade cerebral e podem refletir os efeitos de v\u00e1rios fatores, incluindo gen\u00e9tica, estilo de vida e influ\u00eancias ambientais no envelhecimento\u201d, relata a pesquisadora.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO trabalho explorou a influ\u00eancia da diversidade, investigando como fatores geogr\u00e1ficos, socioecon\u00f4micos, sociodemogr\u00e1ficos, sexos e neurodegenera\u00e7\u00e3o afetam a lacuna de idade cerebral, especialmente em pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina e do Caribe (LAC) em compara\u00e7\u00e3o com pa\u00edses de fora da regi\u00e3o\u201d, aponta Maira. \u201cTamb\u00e9m criou uma arquitetura de \u2018deep learning\u2019 que usa intera\u00e7\u00f5es de alta ordem entre dados de resson\u00e2ncia magn\u00e9tica funcional (RMf) e eletroencefalograma (EEG) para prever lacunas e ser sens\u00edvel aos impactos da diversidade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDeep learning\u201d \u00e9 um tipo de aprendizado de m\u00e1quina que usa algoritmos para processar e interpretar dados em profundidade. \u201cEsse modelo foi desenvolvido para capturar a diversidade e as disparidades no envelhecimento cerebral e na dem\u00eancia em popula\u00e7\u00f5es geograficamente diversas\u201d, diz a pesquisadora da USP. \u201cO estudo sugere que, ao integrar dados de diferentes regi\u00f5es e contextos socioecon\u00f4micos, \u00e9 poss\u00edvel criar ferramentas mais inclusivas e acess\u00edveis para avaliar a sa\u00fade cerebral\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Fatores de risco<\/h2>\n\n\n\n<p>De acordo com a neuropsic\u00f3loga, os pesquisadores identificaram fatores de risco associados ao comprometimento cognitivo leve (CCL), \u00e0 doen\u00e7a de Alzheimer (DA) e \u00e0 variante comportamental da dem\u00eancia frontotemporal (vcDFT), contribuindo para a caracteriza\u00e7\u00e3o e identifica\u00e7\u00e3o da dissemina\u00e7\u00e3o dos processos das doen\u00e7as. \u201cEsses objetivos visam n\u00e3o apenas aumentar a compreens\u00e3o do envelhecimento cerebral, mas tamb\u00e9m fornecer ferramentas que possam ser utilizadas em contextos cl\u00ednicos para melhorar a detec\u00e7\u00e3o e o manejo de doen\u00e7as neurocognitivas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo analisou 5.306 participantes, dos quais 2.953 passaram por resson\u00e2ncia magn\u00e9tica funcional (RMf) e 2.353 por eletroencefalografia (EEG), incluindo 3.509 pessoas saud\u00e1veis, 517 com CCL, 828 com DA e 463 com vcDFT. \u201cA pesquisa verificou v\u00e1rias quest\u00f5es, entre elas a lacuna de idade cerebral, calculando a partir dos dados de RMf e EEG, a discrep\u00e2ncia com a idade cronol\u00f3gica dos participantes\u201d, descreve Maira. \u201cA aplica\u00e7\u00e3o do modelo indica que os participantes da Am\u00e9rica Latina e Caribe apresentaram idades cerebrais mais velhas em compara\u00e7\u00e3o com os de outras regi\u00f5es\u201d.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cO estudo sugere que desigualdades socioecon\u00f4micas, polui\u00e7\u00e3o e disparidades de sa\u00fade estavam associados a lacunas de idade cerebral aumentadas, especialmente nas popula\u00e7\u00f5es LAC\u201d, salienta a neuropsic\u00f3loga. \u201cEsses fatores podem contribuir para um envelhecimento cerebral acelerado e maior risco de doen\u00e7as neurodegenerativas.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Segundo Maira Okada de Oliveira, os pesquisadores recomendam que futuros trabalhos deveriam incluir mais vari\u00e1veis, como identidade de g\u00eanero, status socioecon\u00f4mico e estratifica\u00e7\u00e3o \u00e9tnica, para enriquecer a compreens\u00e3o do envelhecimento cerebral em popula\u00e7\u00f5es diversas. \u201cA pesquisa sugere que, ao integrar dados de diferentes regi\u00f5es e contextos socioecon\u00f4micos, \u00e9 poss\u00edvel criar ferramentas mais inclusivas e acess\u00edveis para avaliar a sa\u00fade cerebral\u201d, afirma. \u201cO uso de EEG, que \u00e9 port\u00e1til e mais acess\u00edvel em compara\u00e7\u00e3o com t\u00e9cnicas de imagem como RMf, facilitaria a implementa\u00e7\u00e3o do modelo em ambientes cl\u00ednicos, especialmente em regi\u00f5es com recursos limitados\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNo futuro, os modelos de lacunas de idade cerebral poder\u00e3o ser utilizados para estabelecer protocolos globais para o envelhecimento e os transtornos neurocognitivos, permitindo uma abordagem mais personalizada no tratamento e na preven\u00e7\u00e3o dessas condi\u00e7\u00f5es\u201d, ressalta a pesquisadora. \u201cEssas estrat\u00e9gias contribuir\u00e3o para a implementa\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica dos \u2018rel\u00f3gios cerebrais\u2019 na cl\u00ednica, melhorando a detec\u00e7\u00e3o precoce e o manejo de doen\u00e7as neurodegenerativas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O artigo tem como primeiro autor Sebastian Moguilner, da Universidad Adolfo Iba\u00f1ez (Chile), al\u00e9m de pesquisadores da Universidad de San Andr\u00e9s (Argentina) e do Massachusetts General Hospital and Harvard Medical School (Estados Unidos). Na USP, o pesquisador principal foi o neurologista Leonel Takada, m\u00e9dico assistente do Hospital das Cl\u00ednicas (HC) da Faculdade de Medicina (FMUSP). Tamb\u00e9m participaram Renato Anghinah e Lu\u00eds Almeida Manfrinati, do Centro de Refer\u00eancia em Dist\u00farbios Cognitivos (Ceredic) do HC.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em><strong><em><strong><em><strong><em><strong><em><strong><em><strong><em><strong><em><strong>Siga nossas redes sociais no\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/ronipaparazzi\/\">Instagram\u00a0<\/a>e\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/ronipaparazzicomvoce\">Facebook<\/a>\u00a0participe da nossa comunidade do Canal Roni Paparazzi no Whatsapp e receba as principais not\u00edcias da regi\u00e3o de Ara\u00e7atuba do dia direto no seu celular.<\/strong>\u00a0<a href=\"https:\/\/chat.whatsapp.com\/GsG1XKo0jPOEfjzudWQcml\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u00a0Clique aqui e se inscreva.<\/a><\/em><\/strong><\/em><\/strong><\/em><\/strong><\/em><\/strong><\/em><\/strong><\/em><\/strong><\/em><\/strong><\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um grupo de 75 pesquisadores de institui\u00e7\u00f5es de 15 pa\u00edses identificaram que desigualdades socioecon\u00f4micas, polui\u00e7\u00e3o e disparidades de sa\u00fade est\u00e3o associados a uma maior idade cerebral, especialmente nas popula\u00e7\u00f5es da Am\u00e9rica Latina e Caribe. 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