{"id":12075,"date":"2024-10-01T12:27:02","date_gmt":"2024-10-01T15:27:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paparazzinews.com.br\/?p=12075"},"modified":"2024-10-01T12:27:03","modified_gmt":"2024-10-01T15:27:03","slug":"tecnica-de-medicina-nuclear-e-usada-em-estudo-de-sp-sobre-alzheimer-em-pessoas-com-sindrome-de-down","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paparazzinews.com.br\/?p=12075","title":{"rendered":"T\u00e9cnica de medicina nuclear \u00e9 usada em estudo de SP sobre Alzheimer em pessoas com s\u00edndrome de Down"},"content":{"rendered":"\n<p>Pessoas com s\u00edndrome de Down apresentam envelhecimento acelerado e grande incid\u00eancia da doen\u00e7a de Alzheimer na velhice. Pesquisadores da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) mapearam nessa popula\u00e7\u00e3o, por meio de t\u00e9cnicas de medicina nuclear, a presen\u00e7a de neuroinflama\u00e7\u00e3o e de um marcador importante desse tipo de dem\u00eancia: a placa beta-amiloide \u2013 formada por fragmentos de pept\u00eddeo amiloide que se depositam entre os neur\u00f4nios causando inflama\u00e7\u00e3o e interrompendo a comunica\u00e7\u00e3o neural. A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 da Ag\u00eancia SP.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEste foi o primeiro estudo no mundo a observar como se d\u00e1 a neuroinflama\u00e7\u00e3o nessa popula\u00e7\u00e3o por meio de tomografia por emiss\u00e3o de p\u00f3sitrons (PET, na sigla em ingl\u00eas), com uso de radiof\u00e1rmacos espec\u00edficos\u201d, contou \u00e0&nbsp;Ag\u00eancia Fapesp,&nbsp;Daniele de Paula Faria, pesquisadora do Laborat\u00f3rio de Medicina Nuclear (LIM43) do Hospital das Cl\u00ednicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FM-USP).<\/p>\n\n\n\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o foi conduzida no \u00e2mbito de um&nbsp;<a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/102982\/neuroimagem-translacional-na-deficiencia-intelectual-avaliacao-de-alteracoes-moleculares-associadas-\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">projeto<\/a>&nbsp;desenvolvido em parceria com o Instituto J\u00f4 Clemente, o que possibilitou aos pesquisadores avaliar o c\u00e9rebro de indiv\u00edduos com s\u00edndrome de Down de diferentes faixas et\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cJ\u00e1 se sabia que o processo de envelhecimento nessa popula\u00e7\u00e3o ocorre cerca de 20 anos adiantado, com menopausa precoce e o diagn\u00f3stico de doen\u00e7a de Alzheimer j\u00e1 ap\u00f3s os 40 anos, por exemplo. Um aspecto importante \u00e9 que o gene da prote\u00edna precursora amiloide (APP) est\u00e1 localizado no cromossomo 21, que \u00e9 triplicado na s\u00edndrome de Down. Portanto, j\u00e1 era sabido que esses indiv\u00edduos produzem mais beta-amiloide que aqueles sem a s\u00edndrome. Nosso estudo foi importante, pois ainda n\u00e3o havia um entendimento aprofundado sobre os padr\u00f5es de neuroinflama\u00e7\u00e3o no c\u00e9rebro vivo de pessoas com s\u00edndrome de Down\u201d, explicou a pesquisadora para a&nbsp;Ag\u00eancia Fapesp.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pesquisadores tamb\u00e9m acompanharam, ao longo de dois anos, a progress\u00e3o da neuroinflama\u00e7\u00e3o e das placas beta-amiloide em camundongos modificados geneticamente para desenvolver uma condi\u00e7\u00e3o semelhante \u00e0 s\u00edndrome de Down. Vale lembrar que o ciclo de vida dos roedores \u00e9 mais curto que o dos humanos e, portanto, um animal de dois anos equivaleria a um humano de 80.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cConseguimos avaliar, com um equipamento espec\u00edfico para pequenos animais, toda a progress\u00e3o da doen\u00e7a nos roedores. O estudo com os camundongos, somado ao feito com o grupo de indiv\u00edduos com s\u00edndrome de Down, nos trazem respostas importantes sobre o processo de envelhecimento dessa popula\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou a pesquisadora.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Por dentro do c\u00e9rebro<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Esses dados ainda n\u00e3o publicados foram apresentados por Faria durante o&nbsp;\u2018Simp\u00f3sio de Imagem Molecular\u2019, realizado nos dias 11 e 12 de setembro no Instituto de Radiologia do HC-FM-USP. Um dos objetivos do evento foi comemorar os dez anos da primeira imagem amiloide obtida no Brasil, o que foi poss\u00edvel com a compra dos equipamentos que produzem os radiof\u00e1rmacos (<sup>11<\/sup>C-PIB e&nbsp;<sup>11<\/sup>C-PK11195) usados para visualizar as placas e a neuroinflama\u00e7\u00e3o no c\u00e9rebro humano vivo. A aquisi\u00e7\u00e3o ocorreu por meio de um&nbsp;<a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/56451\/neurociencia-translacional-da-doenca-de-alzheimer-estudos-pre-clinicos-e-clinicos-do-peptideo-b-amil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Projeto Tem\u00e1tico<\/a>&nbsp;liderado por&nbsp;Geraldo Busatto Filho, coordenador do LIM21 (leia mais em:&nbsp;<a href=\"https:\/\/agencia.fapesp.br\/30540\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">agencia.fapesp.br\/30540<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p>Como explica Faria, mol\u00e9culas marcadas com radiois\u00f3topos (chamadas de radiof\u00e1rmacos) s\u00e3o injetadas no c\u00e9rebro para sinalizar as regi\u00f5es em que h\u00e1 ac\u00famulo de pept\u00eddeo beta-amiloide. Na sequ\u00eancia, \u00e9 poss\u00edvel visualizar as placas e o avan\u00e7o da neuroinflama\u00e7\u00e3o pela tomografia por emiss\u00e3o de p\u00f3sitrons, equipamento de imagem parecido com uma resson\u00e2ncia magn\u00e9tica.<\/p>\n\n\n\n<p>A metodologia foi validada no Brasil pelo grupo da USP e, aliada a outras an\u00e1lises, constitui uma ferramenta importante para diferenciar casos de doen\u00e7a de Alzheimer de outros tipos de dem\u00eancias. Tamb\u00e9m permite estudar como a doen\u00e7a progride em popula\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, como os indiv\u00edduos com s\u00edndrome de Down ou com esclerose m\u00faltipla.<\/p>\n\n\n\n<p>Na palestra de encerramento do simp\u00f3sio, Marco Antonio Zago, presidente da Fapesp, afirmou que o projeto \u00e9 um exemplo da solidez da ci\u00eancia produzida no Estado de S\u00e3o Paulo. \u201cIsso se deve a tr\u00eas fatores essencialmente. Um deles \u00e9 o financiamento est\u00e1vel. Essa estabilidade nos permite fazer programas de pesquisa de dez anos, que podem render avan\u00e7os, nos diferenciar e dar for\u00e7a ao desenvolvimento do Estado. O segundo ponto \u00e9 o corpo de pesquisadores capacitados. O terceiro \u00e9 que temos institui\u00e7\u00f5es de excel\u00eancia, como \u00e9 o caso das universidades dos institutos de pesquisa que t\u00eam um grande papel na hist\u00f3ria e no desenvolvimento de S\u00e3o Paulo. Tudo isso faz com que a estrutura de suporte \u00e0 ci\u00eancia e tecnologia se destaque e possa servir de exemplo para o restante do pa\u00eds\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente da Funda\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m apresentou oportunidades de financiamento de pesquisa, sobretudo para os jovens cientistas que participavam do evento. \u201cAtualmente vivemos uma crise de forma\u00e7\u00e3o de recursos humanos e uma crise de interesse dos nossos jovens pela vida universit\u00e1ria. Ent\u00e3o \u00e9 muito bom fazermos uma conversa sobre possibilidades de financiamento para atrairmos talentos e novos projetos importantes\u201d, acrescentou.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de celebrar os dez anos do in\u00edcio da realiza\u00e7\u00e3o de imagens PET amiloide no Brasil e de apresentar os resultados obtidos no per\u00edodo com o uso da t\u00e9cnica, o simp\u00f3sio teve o objetivo de discutir os aspectos mais atuais da pesquisa em neuroimagem molecular em doen\u00e7as neurodegenerativas com especialistas nacionais e internacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os presentes estavam Tharick Pascoal, da University of Pittsburgh School of Medicine (Estados Unidos), que falou sobre o uso de biomarcadores em pesquisa; David Jones, da Mayo Clinic (Estados Unidos), que abordou o uso de intelig\u00eancia artificial nos estudos com imagem molecular; e Juan Fortea, do Hospital de la Santa Creu i Sant Pau (Espanha), que explicou como a s\u00edndrome de Down pode ser um modelo de estudo para doen\u00e7as neurodegenerativas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em><strong><em><strong><em><strong><em><strong><em><strong><em><strong><em><strong><em><strong>Siga nossas redes sociais no&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/ronipaparazzi\/\">Instagram&nbsp;<\/a>e&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/ronipaparazzicomvoce\">Facebook<\/a>&nbsp;participe da nossa comunidade do Canal Roni Paparazzi no Whatsapp e receba as principais not\u00edcias da regi\u00e3o de Ara\u00e7atuba do dia direto no seu celular.<\/strong>&nbsp;<a href=\"https:\/\/chat.whatsapp.com\/GsG1XKo0jPOEfjzudWQcml\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">&nbsp;Clique aqui e se inscreva.<\/a><\/em><\/strong><\/em><\/strong><\/em><\/strong><\/em><\/strong><\/em><\/strong><\/em><\/strong><\/em><\/strong><\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pessoas com s\u00edndrome de Down apresentam envelhecimento acelerado e grande incid\u00eancia da doen\u00e7a de Alzheimer na velhice. 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