Folha da Região Foto Paparazzi News
Para o candidato a deputado estadual Jamil Ono (PATRI), de Andradina, o grande problema a ser resolvido na região é o desemprego. Um dos motivos para essa situação, de acordo com ele, é a guerra fiscal. O postulante afirmou que muitas empresas deixam de fazer investimentos na região para se instalarem do outro lado da divisa, no Mato Grosso do Sul, que oferece incentivos fiscais.
Segundo Jamil, uma solução seria criar uma espécie de “zona franca” em uma faixa que vai do Rio Paraná e entra a 70 ou 100 quilômetros dentro do Estado de São Paulo para equilibrar a situação. Porém, o candidato comentou que não será em Brasília que essa questão será resolvida, pois é algo que depende do governo estadual.

Jamil foi vereador em Andradina por três mandatos consecutivos. Em 2008 foi eleito prefeito, sendo reeleito em 2012, quando ainda era filiado ao PT. Na gestão da prefeita Tamiko Inoue (PCdoB), de quem foi cabo eleitoral no último pleito municipal, Jamil foi secretário de Assuntos Estratégicos.

De acordo com o candidato, a região é sub-representada. Ele disse que das cinco regiões do Oeste do Estado, apenas a de Araraquara tem bastante representatividade política. Conforme Jamil, os municípios de Catanduva, São José do Rio Preto até Santa Fé do Sul têm seis deputados estaduais, sete federais e um senador, além de um secretário estadual e um ex-ministro. “Tudo vai primeiro para lá. O que sobra vai para as demais regiões”, afirmou Jamil.

O candidato ainda assinalou que seria possível o Oeste paulista eleger de 12 a 15 deputados, mas tem apenas três deputados estaduais, um em cada cidade: Birigui, Dracena e Presidente Prudente. “A região da Grande Rio Preto tem cerca de 700 mil habitantes. Se somar a população das regiões de Araçatuba, Prudente e Marília não chega perto disso. Essa é a diferença entre ter e não ter representantes políticos”, comentou Jamil.

Caso seja eleito, o postulante falou que será municipalista e que irá brigar por uma mudança no Pacto Federativo, para que os municípios fiquem com cerca de 35% do total dos repasses do governo federal. Atualmente, esse percentual é de 18%, segundo Jamil. “A União é algo abstrato. Ninguém mora na União ou no Estado. Moramos nos municípios, onde a produção e a arrecadação acontecem”, afirmou Jamil.